Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Desenvolvimento Regional
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Navegando Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Desenvolvimento Regional por Autor "Amaral, Gustavo Garcia do"
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Item Aparecida de Goiânia cidade inteligente: o letramento digital na educação, na formação cidadã e melhoria das políticas públicas(Centro Universitário Alves Faria, 2024) Borges, Fernando Paulino de Castro; Amaral, Gustavo Garcia doEste estudo aborda a interseção entre educação e desenvolvimento regional em Aparecida de Goiânia (GO), focando em como práticas educacionais alinhadas às tecnologias podem corroborar para a promoção de cidades inteligentes. Nesse contexto, o objetivo geral é investigar como as ações do projeto ¿Aparecida Cidade Inteligente¿ têm contribuído para a melhoria da formação cidadã, utilizando o letramento digital como aprimoramento das políticas públicas do município de Aparecida de Goiânia (GO). Para isso, a metodologia adotada neste estudo é uma combinação de abordagens exploratória, qualitativa e quantitativa. Logo, realizou-se uma pesquisa bibliográfica para identificar autores relevantes que abordam as temáticas das cidades inteligentes, letramento digital e desenvolvimento regional. Em seguida, foram consultados documentos que orientam a promoção de cidades inteligentes, como a Carta Brasileira para Cidades Inteligentes, a Norma ABNT ISO 37.120, a Inelegibilidade Municipal n°98/2021, que contempla a aquisição de kits de robótica para a implementação do projeto Maluquinho por Robótica, e as Diretrizes Gerais de Organização e Funcionamento da Rede Municipal de Ensino de Aparecida de Goiânia (GO), Biênio 2024/25. Foi conduzido um estudo de caso sobre o impacto dessas iniciativas com aplicação de questionário na Escola Municipal Cidade Satélite São Luiz, visando investigar fatores como o nível de letramento digital dos responsáveis, exclusão digital e percepção dos responsáveis sobre a importância do letramento digital dos estudantes. Os resultados indicam que, embora o município possua uma infraestrutura de cidade inteligente em desenvolvimento e tenha criado ações para promover o letramento digital nas escolas municipais, este ainda é incipiente e reflete o baixo engajamento dos responsáveis para responder o questionário desta pesquisa, sendo que 100% desses receberam o link de acesso, porém apenas cerca de 11,11% responderam. As considerações finais deste estudo destacam que desenvolver a pesquisa foi desafiador, especialmente devido à necessidade de aprender a escrita científica, elaborar um problema de pesquisa, definir os objetivos e escolher a metodologia adequada. A baixa adesão dos responsáveis revelou a necessidade de uma comunicação envolvente, enfatizando a importância de suas respostas para melhorar a formação cidadã das crianças. A pesquisa mostrou que muitos responsáveis acessam a internet majoritariamente no ambiente de trabalho, sugerindo a necessidade de ajustar o envio dos questionários para evitar horários de maior ocupação. A falta de engajamento parental e a baixa utilização de recursos educacionais online podem acentuar as disparidades no letramento digital entre as famílias. Para superar esses desafios, é essencial investir em infraestrutura, melhorar a qualidade da conexão de internet e aumentar o acesso a dispositivos adequados. Além disso, é fundamental implementar programas de capacitação contínua e propor políticas públicas que promovam a inclusão digital de forma equitativa, melhorando a comunicação entre a escola e os responsáveis. Estudar o impacto do letramento digital na participação cívica e desenvolver programas de capacitação personalizados são propostas para pesquisas futuras que contribuam com essa discussão. A implementação dessas estratégias pode garantir que todos os cidadãos tenham acesso equitativo às tecnologias digitais e ao conhecimento necessário para prosperar em um mundo digitalizado.Item Desafios na busca pela excelência jurisdicional : investimento em capacitação profissional e inteligência artificial no poder judiciário de Goiás e seus reflexos no desenvolvimento regional(Centro Universitário Alves Faria, 2025) Santos, Silvana Gomes dos; Amaral, Gustavo Garcia doEsta dissertação, vinculada à linha de pesquisa Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional do Mestrado Profissional em Desenvolvimento Regional do Centro Universitário Alves Faria (UNIALFA), analisa os desafios enfrentados pelo Poder Judiciário de Goiás na busca pela excelência jurisdicional, com foco no equilíbrio entre investimentos em capacitação profissional — especialmente dos Oficiais de Justiça Avaliadores — e em tecnologias digitais, como a inteligência artificial, e seus reflexos no desenvolvimento regional. A pesquisa concentrou-se nos mandados da Justiça Gratuita, dada sua representatividade e impacto direto sobre o volume de ordens custeadas pelo Estado. A metodologia envolveu solicitações de dados ao Departamento de Estatística e Tecnologia da Informação do TJGO e à Diretoria da Central de Mandados, além do acompanhamento in loco da rotina de um Oficial de Justiça por 90 dias, abrangendo o período de 2020 a julho de 2024. Os resultados demonstram que o descompasso entre a aceleração tecnológica das fases cognitivas e a estagnação da etapa executiva transfere gargalos para os Oficiais de Justiça, reduz a efetividade jurisdicional e gera insegurança jurídica. Constatou-se ainda que ajustes logísticos simples, como roteirização georreferenciada baseada no Travelling Salesman Problem, podem gerar economia significativa de deslocamentos, tempo e combustível, com reflexos positivos na mobilidade urbana e na redução das emissões de carbono. A análise foi articulada à Meta 9 do CNJ e ao ODS 16 da ONU, reforçando a importância de instituições eficazes, acessíveis e sustentáveis. Como contribuição, o estudo propõe um modelo de inteligência processual integrada e destaca também iniciativas sociais do TJGO, como projetos de inclusão digital em comunidades tradicionais, a exemplo da Comunidade Kalunga, que fortalecem o papel do Judiciário como agente de desenvolvimento regional.Item O paradoxo da cidade planejada : planejamento urbano, conflitos fundiários e regulariza ão em Goiânia (1960 aos dias atuais)(Centro Universitário Alves Faria, 2026) Pereira, Linda Valéria Ribeiro; Amaral, Gustavo Garcia doGoiânia foi concebida como capital planejada e símbolo de modernização urbana, mas sua trajetória histórica não impediu a produção de ocupações irregulares, conflitos fundiários e formas desiguais de acesso à terra. Partindo desse paradoxo, esta dissertação investiga como a regularização fundiária urbana, entre 1960 e 2025, se relaciona com a materialização do direito à cidade e da função social da propriedade no contexto goianiense. O objetivo geral é analisar a regularização fundiária em Goiânia à luz da tensão entre planejamento formal e produção histórica de desigualdades territoriais, articulando evolução normativa, expansão urbana e manifestação concreta dos conflitos em estudos de caso. Metodologicamente, a pesquisa adota abordagem qualitativa, de caráter histórico-analítico, com estratégia de estudos de caso múltiplos. O trabalho articula revisão bibliográfica, análise documental e normativa, leitura espacial e comparação entre quatro bairros selecionados segundo critérios de relevância histórica, diversidade territorial, tipologia do conflito, trajetória de regularização e disponibilidade documental mínima para triangulação de fontes. Os resultados indicam que a regularização fundiária, em Goiânia, não pode ser reduzida ao ato final de titulação, constituindo processo institucional prolongado, seletivo e territorialmente desigual. A análise comparativa mostra que os avanços da regularização dependem menos da existência abstrata de instrumentos legais e mais da convergência entre localização urbana, grau de consolidação da ocupação, natureza do conflito, capacidade institucional, disponibilidade documental e prioridade político-administrativa. Casos mais integrados à malha urbana e com maior visibilidade institucional tendem a apresentar trajetórias relativamente mais avançadas, enquanto situações marcadas por entraves dominiais complexos, baixa centralidade e morosidade administrativa revelam processos mais fragmentários ou instáveis. Conclui-se que a REURB ampliou a previsibilidade procedimental da regularização, mas não eliminou os passivos territoriais herdados da urbanização desigual. Assim, a titulação formal, embora relevante para reduzir a insegurança possessória, não garante por si só integração socioespacial, permanência e justiça urbana. Como limitação, destaca-se a desigual densidade documental entre os casos e a dificuldade de observar, no mesmo horizonte temporal, todos os efeitos de longo prazo da regularização sobre permanência, valorização fundiária e transformação territorial.Item O teletrabalho no Brasil : impactos psicossociais e ambientais antes e após a pandemia de COVID-19(Centro Universitário Alves Faria, 2026) Montandon, Patrícia de Oliveira; Amaral, Gustavo Garcia doEsta dissertação foi desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Desenvolvimento Regional, do Centro Universitário Alves Faria (UNIALFA), vinculada ao Mestrado Profissional em Desenvolvimento Regional (MDR), na Linha de Pesquisa em Políticas Públicas. Parte-se da compreensão de que o teletrabalho, intensificado no contexto da pandemia de COVID-19, constitui um fenômeno social complexo, cujos efeitos extrapolam a dimensão produtiva e incidem sobre as condições de vida, a organização dos territórios e o meio ambiente. O tema da pesquisa é o teletrabalho no Brasil, tendo como objeto de análise sua constituição histórica, sua regulação jurídico-institucional e seus impactos psicossociais e ambientais antes e após a pandemia de COVID-19. O problema de pesquisa consiste em compreender como o teletrabalho se configurou no Brasil nesse período e quais são seus principais impactos psicossociais e ambientais no contexto do desenvolvimento regional. O objetivo geral foi analisar o teletrabalho considerando sua constituição histórica, sua regulação jurídico-institucional e seus efeitos psicossociais e ambientais, à luz do desenvolvimento regional. Do ponto de vista metodológico, trata-se de uma pesquisa bibliográfica e documental, de abordagem qualitativa, analítica e descritiva. O levantamento bibliográfico foi realizado nas bases Portal de Periódicos da CAPES, Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES e Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD). As fontes analisadas incluem livros, artigos científicos, legislação trabalhista, relatórios institucionais e dados oficiais, com destaque para informações do IBGE, da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os procedimentos envolveram leitura sistemática, categorização por eixos analíticos e análise interpretativa dos materiais selecionados, considerando o recorte temporal anterior, durante e posterior à pandemia. A análise foi estruturada em três eixos principais: (i) a constituição histórica, econômica e jurídico-institucional do teletrabalho no Brasil; (ii) os impactos psicossociais, com ênfase na saúde mental, na intensificação da jornada e na sobreposição entre vida profissional e vida doméstica; e (iii) os impactos ambientais e territoriais, relacionados à mobilidade urbana, ao consumo energético e às desigualdades regionais de infraestrutura. A pesquisa também sistematiza as interseções entre as dimensões psicossociais e ambientais por meio de uma matriz analítica orientada aos princípios do desenvolvimento regional sustentável. Os resultados indicam que o teletrabalho, embora frequentemente associado a discursos de modernização e sustentabilidade, apresenta efeitos ambíguos e desigualmente distribuídos no território brasileiro, evidenciando a necessidade de políticas públicas e estratégias institucionais que considerem, de forma integrada, os limites humanos, ambientais e regionais do trabalho contemporâneo.