"O Repositorio Institucional da ALFA EDUCAÇÃO tem como missão central armazenar, preservar e difundir o conhecimento científico e acadêmico em consonância com os princípios da Ciência Aberta. Este Repositório disponibiliza Livros, Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), Dissertações, Teses, Periódicos e Artigos Científicos."

 

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Tecnologias educacionais como mediadoras de aprendizagem no 9º ano do ensino fundamental e percepções em um estudo de caso com alunos e professores de um colégio estadual goianiense
(Centro Universitário Alves Faria, 2026) Manoel, Yara; Jesus, Edna Maria de
O objetivo desta dissertação é analisar como professores e estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental de uma escola estadual de Goiânia-GO utilizam as TDICs em suas atividades educacionais. Destaca-se a importância de o docente dominar plenamente as competências digitais, uma vez que isso é fundamental para uma prática pedagógica capaz de transformar a aprendizagem dos educandos. Nesse sentido, a formação continuada se mostra indispensável, pois rompe com o modelo tradicional e favorece o uso cada vez mais consistente das tecnologias no processo educativo. No entanto, embora muitos professores possuam conhecimentos e habilidades para utilizar as TDICs, nem sempre encontram condições adequadas para aplicá-las no contexto escolar, devido, sobretudo, às limitações estruturais e pedagógicas da instituição. Franco (2024) destaca que a competência digital é reconhecida mundialmente como um elemento essencial à atuação docente. A pesquisa de campo realizada com estudantes e professores do 9º ano do Ensino Fundamental, os dados obtidos indicam limites institucionais estruturais que dificultam a incorporação plena das TDICs no contexto investigado. Isso demonstra a necessidade de políticas públicas que assegurem investimentos significativos tanto na formação continuada dos educadores quanto na infraestrutura tecnológica das escolas.
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Educação infantil como direito e sua relação com o desenvolvimento regional do município de Aparecida de Goiânia
(Centro Universitário Alves Faria, 2026) Barbosa, Elaine Pereira de Queiroz; Purificação, Marcelo Máximo
Intitulada Educação Infantil como direito e seus impactos no desenvolvimento regional do município de Aparecida de Goiânia, esta dissertação tem como objetivo analisar os pressupostos históricos e políticos da educação para a infância a partir do século XX no Brasil, compreender a criança e a infância à luz da Sociologia da infância e outrossim, identificar a garantia da Educação Infantil como etapa da educação básica e sua relação com o desenvolvimento regional, especificamente no município de Aparecida de Goiânia. A infância é uma categoria histórica e socialmente construída, que varia conforme o tempo, o espaço e os contextos culturais. Diferentemente da ideia de uma infância universal e natural, estudiosos apontam que as concepções sobre as crianças e suas vivências são moldadas por fatores econômicos, políticos e culturais. Para a apreensão e mediação das análises, priorizou-se como metodologia a pesquisa que se caracteriza como exploratória, compreendendo os pressupostos históricos do atendimento educacional destinado à pequena infância, e análise sobre as políticas propostas para esse atendimento a fim de elucidar o caráter de tais políticas públicas e seus pressupostos nos documentos oficiais do Ministério da Educação e Cultura (MEC) e literaturas de diversos autores de artigos e livros e também sites que abordam a temática. Os resultados evidenciaram que a história da educação para a infância se mostra em constante evolução, especialmente a partir da década de 1980. A Educação Infantil tem sua importância garantida e comprovada, tanto nos aspectos legais quanto sociais, contudo quando há falta de políticas públicas e iniciativas para sua efetivação, como se evidencia no município de Aparecida de Goiânia, há um reflexo na sociedade como um todo, inclusive no desenvolvimento econômico e regional do município. Pesquisas bibliográficas sobre o cenário da Educação Infantil no município de Aparecida de Goiânia, apontam maior necessidade de ampliação de políticas públicas para essa etapa, especialmente para atender a faixa etária de crianças de 0 a 3 anos.
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A remição de pena por estudo e trabalho em Trindade-GO à luz da agenda 2030
(Centro Universitário Alves Faria, 2026) Alencar, Fernanda Laís da Silva; Arrotéia, Aline Valverde
Este trabalho teve como objetivo geral analisar de que maneira a política de remição da pena pelo estudo e pelo trabalho no município de Trindade-GO está alinhada a agenda 2030 da Organização das Nações Unidas. Para tanto buscou-se: analisar a discussão acerca da remição de pena no contexto brasileiro, considerando sua evolução história, fundamentos jurídicos e marco normativo no âmbito da execução penal. correlacionar a política de remição de pena por estudo e trabalho com os princípios e diretrizes da Agenda 2030, especialmente no que se refere aos Objetivos específicos do Desenvolvimento Sustentável ODS 4 (Educação de Qualidade), ODS 10 (Redução das Desigualdades) e ODS 16 ( acesso a justiça e instituições eficazes) ; e analisar a implementação da remição de pena por estudo e trabalho no município de Trindade-GO, examinando a oferta de programas educacionais e laborais no período de 2020 a 2024, suas contribuições para a ressocialização e seus reflexos no desenvolvimento local. A pesquisa, realizada no município de Trindade-GO, no período de 2020 a 2024, adota abordagem qualitativa, de caráter descritivo e analítico, valendo-se de pesquisa bibliográfica e documental, com análise da legislação pertinente, de dados oficiais do Conselho Nacional de Justiça, do INFOPEN e do IBGE, bem como de documentos institucionais das unidades prisionais locais. A pesquisa fundamentou-se em revisão bibliográfica, análise da legislação aplicável (Lei de Execução Penal, Constituição Federal de 1988, Resoluções do CNJ e da SEPE/GO), e estudo empírico realizado a partir de dados coletados no sistema prisional e por meio de questionário aplicado aos custodiados. A metodologia adotada seguiu abordagem qualitativa e quantitativa, com interpretação dos resultados baseada em autores como Freire, Foucault, Goffman, Minayo. Os resultados demonstram que a unidade prisional enfrenta superlotação de aproximadamente 65%, dificultando a execução plena das políticas educacionais e laborais previstas em lei. Observou-se que 107 custodiados participam de atividades educacionais, enquanto apenas 25 exercem atividades de trabalho, revelando desequilíbrio entre oferta e demanda. Além disso, verificou-se fila de espera de 61 internos para ingressar em atividades escolares, evidenciando forte interesse pela educação e insuficiência estrutural. E embora a remição pelo estudo e pelo trabalho represente avanço normativo relevante, sua efetividade nas unidades prisionais de Trindade-GO ainda é limitada pela oferta insuficiente e irregular de programas educacionais e laborais, pela escassez de recursos humanos e materiais e pela ausência de articulação com políticas públicas mais amplas de desenvolvimento regional. O baixo nível de escolaridade predominante entre os custodiados com 130 indivíduos apresentando ensino fundamental incompleto reforça a relevância da educação prisional como mecanismo de reconstrução de identidade, autonomia e cidadania. A análise dos gráficos e indicadores revela que a remição por estudo é mais acessível e eficaz que a remição por trabalho, devido a fatores logísticos e estruturais da unidade. Conclui-se que o fortalecimento e a ampliação das políticas de educação e trabalho no cárcere, integradas a estratégias de desenvolvimento humano e regional, podem contribuir significativamente para a efetivação da função social da remição de pena, promovendo inclusão social, redução das desigualdades e alinhamento aos compromissos assumidos pelo Brasil na agenda 2030. O estudo contribui para o preenchimento de lacunas empíricas na literatura ao articular execução penal, remição de pena e desenvolvimento regional em município de médio porte, oferecendo subsídios para o aprimoramento de políticas públicas no âmbito local e regional.
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Importância das redes sociais no setor público : o caso do Instagram no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás
(Centro Universitário Alves Faria, 2026) Maria, Michelle; Codá, Renato Calhau
Esta pesquisa analisa a importância das redes sociais no setor público, tomando como objeto de estudo o perfil do Instagram do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) entre março de 2025 e março de 2026. O objetivo geral foi analisar como o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) utiliza o Instagram, levando em conta os efeitos dessa comunicação digital no envolvimento do público e na percepção de transparência e responsabilidade da instituição. A metodologia adotou uma abordagem de métodos mistos, combinando a análise de métricas quantitativas (curtidas, comentários e salvamentos) com a análise lexicométrica processada no software IRAMUTEQ. A análise do corpus textual apresentou um índice de aproveitamento de 90,30%, validado pela Lei de Zipf, o que garantiu a robustez dos achados estatísticos. A Classificação Hierárquica Descendente (CHD) segmentou o discurso em quatro classes principais: Institucional, Educativa, Humanizada e Campanhas Sociais. Os resultados demonstram que, embora a classe Institucional garanta a transparência ativa, são as estratégias Educativas e Humanizadas que potencializam o engajamento e a confiança pública, reduzindo a distância simbólica entre o Judiciário e a sociedade. A análise de similitude confirmou que o TJGO atravessa uma fase de transição para um modelo de comunicação mais dialógico e acessível. Conclui-se que o uso estratégico do Instagram fortalece a imagem institucional e promove a democratização do acesso à informação jurídica.
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Uso da inteligência artificial no poder judiciário : uma análise sob a perspectiva dos integrantes do setor processual em 2ª instância do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás
(Centro Universitário Alves Faria, 2025) Cavalcante, Nilvânia Maria de Fátima; Costa Filho, Bento Alves da
O presente estudo insere-se no debate contemporâneo sobre a transformação digital do setor público, com foco específico na adoção de ferramentas de inteligência artificial (IA) pelo Poder Judiciário brasileiro, tendo como objetivo geral investigar a percepção de servidores do TJGO quanto ao uso da inteligência artificial na atividade jurisdicional em segunda instância e, como objetivos específicos, identificar os principais desafios técnicos e jurídicos enfrentados pelos profissionais, demonstrar o nível de aceitação das ferramentas de IA considerando as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e verificar se o uso da IA tem contribuído positivamente para a eficácia, eficiência e efetividade do trabalho jurisdicional. A pesquisa ocupa uma lacuna relevante na literatura, pois, embora existam estudos que descrevem as ferramentas de IA implementadas nos tribunais brasileiros ou discutem seus aspectos normativos e teóricos, são escassas as investigações empíricas que analisam a percepção dos profissionais que efetivamente operam essas tecnologias no cotidiano jurisdicional, sobretudo no âmbito da segunda instância, contexto dotado de características particulares quanto ao volume processual, à composição dos órgãos julgadores e à dinâmica de trabalho. Metodologicamente, a pesquisa adotou abordagem qualitativa e exploratória, cujos dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas com 21 assessores e assistentes de desembargadores, organizadas em quatro blocos temáticos: perfil dos participantes; relação, aceitação e adaptação com a IA; desafios técnicos e jurídicos; e impactos na produtividade, eficácia e eficiência. A análise de conteúdo (Bardin) foi aplicada ao corpus, com codificação aberta e axial orientada por categorias a priori e emergentes, tendo como lente analítica a Teoria Tecnologia-Organização Ambiente (TOE). Os principais achados indicam que a adoção das ferramentas de IA no TJGO, em especial a AGAIA e a Berna, desenvolvidas internamente, seguem um padrão predominante de resistência inicial seguida de adaptação progressiva, com aceitação majoritariamente positiva entre os profissionais. A totalidade dos 21 participantes posicionou-se, de forma unânime, no sentido de que a IA complementa, e não substitui, o trabalho jurisdicional humano, destacando que a responsabilidade ética e jurídica pelo ato decisório permanece inafastavelmente com o magistrado, identificando como desafios a ocorrência de alucinações (incorreções), instabilidade e lentidão operacional da ferramenta em horários de pico, cobertura insuficiente da área criminal em comparação à cível, dificuldades na elaboração de prompts eficazes e preocupações com a proteção de dados em processos sob segredo de justiça. Identificou-se ainda assimetria entre o conhecimento formal das resoluções do CNJ e sua efetiva incorporação à prática cotidiana, com parte significativa dos entrevistados desconhecendo ou tendo apenas conhecimento superficial da Resolução CNJ nº 615/2025. Quanto aos impactos na produtividade, apesar de os dados apontarem ganhos reais e inequívocos no plano da eficiência, a eficácia se mostrou condicionada ao grau de engajamento crítico do profissional, pois a IA contribui substancialmente para a qualidade textual e linguística dos documentos, mas sua contribuição para a análise jurídica substantiva é limitada: as ferramentas não raciocinam juridicamente, não valoram fatos nem individualizam condutas. Uma clivagem estrutural transversal a toda a pesquisa evidencia que os benefícios são notavelmente mais expressivos na área cível, onde predominam matérias normativas e demandas repetitivas, do que na área criminal, que exige análise individualizada de fatos, provas e circunstâncias pessoais. A pesquisa identificou ainda, como categoria emergente, o risco de esgotamento profissional como efeito colateral não antecipado do incremento de produtividade, sugerindo que a ampliação da capacidade produtiva sem gestão adequada das demandas cognitivas pode comprometer a sustentabilidade dos ganhos observados.