"O Repositorio Institucional da ALFA EDUCAÇÃO tem como missão central armazenar, preservar e difundir o conhecimento científico e acadêmico em consonância com os princípios da Ciência Aberta. Este Repositório disponibiliza Livros, Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), Dissertações, Teses, Periódicos e Artigos Científicos."

 

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A proibição do uso de animais na indústria cosmética ante a teoria da intervenção mínima do estado
(Centro Universitário Alves Faria, 2026) Oliveira, Zomnia Beatriz Patiño; Carnio, Henrique Garbellini
A presente dissertação investiga a legitimidade constitucional e econômica das normas que proíbem a utilização de animais em testes na indústria cosmética brasileira, confrontando o dever estatal de proteção ambiental com o princípio da subsidiariedade da intervenção estatal na economia. O problema central busca responder se tal proibição configura uma intervenção desproporcional na atividade econômica ou se representa a concretização de um dever fundamental de proteção à vida e à dignidade animal. A metodologia adota o método dedutivo, fundamentado em pesquisa bibliográfica, documental e análise jurisprudencial. O estudo percorre a evolução histórica da ordem econômica, destacando a transição do Estado Liberal para o Estado Democrático de Direito, no qual a livre iniciativa deve harmonizar-se com a defesa do consumidor e do meio ambiente. A fundamentação teórica explora o reconhecimento científico da senciência animal — validado pela Declaração de Cambridge e de Nova Iorque — e o deslocamento do paradigma antropocêntrico para o ecocêntrico. Analisa-se a Teoria da Intervenção Mínima e a técnica da ponderação de Robert Alexy para resolver a colisão entre a liberdade econômica e a vedação à crueldade animal prevista no art. 225, §1º, VII, da Constituição Federal. A pesquisa detalha o cenário da indústria cosmética, ressaltando que o avanço das Novas Metodologias de Abordagem (NAMs), como as técnicas in vitro e a bioengenharia, torna a experimentação animal tecnicamente prescindível e economicamente ineficiente para fins estéticos. O trabalho analisa a Lei nº 15.183/2025 e o papel indutor do Estado na modernização do setor, alinhando o Brasil aos marcos regulatórios da União Europeia. Os resultados indicam que a intervenção é legítima e proporcional, pois internaliza externalidades éticas e atende às exigências de um mercado global orientado pelo consumo consciente e pelos critérios ESG. Conclui-se que a proibição não apenas protege a dignidade ecológica, mas também impulsiona a inovação tecnológica sustentável, consolidando uma ordem econômica que reconhece o valor intrínseco de seres sencientes e promove a justiça intergeracional no sistema capitalista contemporâneo.
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Direito à saúde, justiça e desenvolvimento em Goiás : uma pesquisa empírica a partir da judicialização
(Centro Universitário Alves Faria, 2026) Vieira, Luciana Giacomini Ventreschi; Godoi, Cintia Neves
A judicialização da saúde no Brasil tem provocado efeitos significativos sobre a formulação e a execução das políticas públicas, sobretudo no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). O presente trabalho examina as implicações desse fenômeno e sua relação com a discussão acerca do tema desenvolvimento, com foco na alocação de recursos públicos e no acesso à saúde, tomando como recorte empírico o Estado de Goiás e considerando as repercussões sobre a governança interfederativa e a equidade territorial. Como objetivos específicos o trabalho apresenta analisar a judicialização da saúde à luz do marco constitucional e normativo brasileiro; identificar seus efeitos financeiros, administrativos e orçamentários sobre a política pública de saúde; e discutir suas implicações para a equidade no acesso e para o desenvolvimento regional. Adotando uma abordagem qualitativa e fundamentando-se em análise qualitativa, com levantamento de referencial teórico e conceitual acerca da discussão sobre desenvolvimento, com base em autores como Amartya Sen e Jeffrey Sachs, bem como análise documental de materiais vinculados à Agenda 2030, atual agenda do desenvolvimento e dados acerca do acesso à saúde, a pesquisa mobiliza evidências empíricas que revelam o impacto da atuação judicial sobre o planejamento e a gestão compartilhada da saúde entre os entes federativos, com base em documentos oficiais e bases de dados de instituições como Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Tribunal de Contas da União (TCU), Ministério da Saúde, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e organismos internacionais. A partir de um referencial teórico que integra discussões sobre políticas públicas e desenvolvimento, demonstra-se que a judicialização, embora legitime o direito individual à saúde, frequentemente desestabiliza a racionalidade orçamentária e o acesso a bens e serviços essenciais. Desta maneira a pergunta central do trabalho é: de que maneira as decisões judiciais que determinam o fornecimento de tratamentos específicos impactam o planejamento da política pública de saúde, a alocação orçamentária e a equidade no acesso, e quais são os efeitos dessa dinâmica sobre a justiça social e o desenvolvimento regional. A análise evidenciou diversos desafios como a necessidade de fortalecer mecanismos de coordenação interfederativa, reestruturar a atenção primária e qualificar os núcleos técnicos de apoio ao Judiciário, como possibilidades a serem levadas em consideração para mitigar os efeitos negativos da judicialização, especialmente no que se refere às demandas por medicamentos e procedimentos de alto custo e às pressões sobre a programação orçamentária do sistema de saúde. Concluiu-se que o direito à saúde, para cumprir seu papel estruturante no desenvolvimento, deve ser tratado como política pública coletiva, baseada em planejamento, financiamento adequado e articulação interinstitucional. A superação das distorções atuais passa pela transformação da lógica fragmentada de atendimento judicial em uma lógica cooperativa de gestão democrática e integrada ao SUS, capaz de conciliar a proteção do direito individual com a sustentabilidade das políticas públicas e os objetivos de desenvolvimento.
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Desafios para a implementação das metas do Conselho Nacional de Justiça no Tribunal de Justiça de Goiás
(Centro Universitário Alves Faria, 2026) Castro, Marília Alves de; Bontempo, Paulo César
Esta dissertação analisa os principais desafios enfrentados pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) na implementação das metas estratégicas definidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O estudo parte do contexto da crescente judicialização no Brasil, marcado por sobrecarga de processos, morosidade e questionamentos quanto à credibilidade e eficiência do sistema judiciário. A presente pesquisa visa assim, responder ao seguinte problema: Quais os desafios enfrentados pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) na implementação das metas do CNJ? O estudo adota abordagem quali-quantitativa, combinando aplicação de questionários a servidores envolvidos na execução das metas e entrevistas semiestruturadas com magistrados da Comarca de Goiânia. Os resultados indicam que o TJGO possui estrutura organizacional, liderança e cultura institucional consideradas adequadas, além de corpo funcional altamente qualificado. Não foram identificadas fragilidades estruturais sistêmicas que comprometam o desempenho institucional. Contudo, evidenciaram-se desafios pontuais relacionados ao tempo necessário para implementação das metas e à compreensão das diretrizes estratégicas por parte dos servidores. Conclui-se que as principais dificuldades concentram-se em aspectos operacionais e gerenciais, especialmente na articulação entre planejamento e execução, reforçando a necessidade de aprimoramento da comunicação interna, do alinhamento estratégico e da gestão do tempo para maior efetividade das metas do CNJ.
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Percepção da qualidade de vida no trabalho de profissionais de saúde de uma unidade de pronto atendimento
(Centro Universitário Alves Faria, 2026) Freitas, Patrícia Moni de; Bontempo, Paulo Cesar
Esta pesquisa tem como objetivo analisar a percepção da Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) entre profissionais de saúde. O estudo foi realizado com profissionais de saúde atuantes em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município de Rio Verde (GO), com base no modelo teórico de Walton (1973). Trata-se de um estudo transversal, quantitativo e analítico, desenvolvido com 142 profissionais de diferentes categorias. Foram utilizados instrumentos validados para avaliação das oito dimensões de QVT e um questionário sociodemográfico e laboral. As análises envolveram estatísticas descritivas e correlações de Spearman. Os resultados indicaram que, de modo geral, os profissionais apresentaram percepção intermediária de QVT, com maiores níveis de satisfação nas dimensões relevância social do trabalho e integração social na organização. Por outro lado, as menores médias foram observadas nas dimensões compensação justa e condições de trabalho. Houve correlação negativa significativa entre QVT e o número de horas trabalhadas por semana e a percepção de inadequação salarial. Foi possível concluir que a QVT dos profissionais de saúde na UPA pesquisada é impactada por fatores organizacionais e econômicos, sendo fundamental a adoção de estratégias de gestão de pessoas voltadas à valorização profissional, à adequação das jornadas e à promoção de ambientes laborais mais saudáveis e sustentáveis.
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Desafios da morosidade judicial na efetivação do princípio constitucional da defesa do consumidor na ordem econômica
(Centro Universitário Alves Faria, 2026) Garcia Filho, Dilermando Vilela; Cavalcanti, Rodrigo de Camargo
A presente dissertação analisa os impactos da morosidade processual nas ações consumeristas sobre a efetividade do princípio constitucional da defesa do consumidor, examinando a interação entre direito material, processo e estrutura institucional do Poder Judiciário no contexto da ordem econômica brasileira. Parte-se da premissa de que a defesa do consumidor, elevada pela Constituição da República de 1988 à condição de direito fundamental e princípio da ordem econômica, não se esgota na dimensão normativa, dependendo da existência de tutela jurisdicional efetiva e tempestiva para sua concretização. A pesquisa adota abordagem predominantemente bibliográfica, com apoio em análise jurisprudencial e em dados empíricos oriundos dos relatórios “Justiça em Números”, do Conselho Nacional de Justiça. Inicialmente, examina-se a inserção da defesa do consumidor na Constituição Econômica, evidenciando sua função estruturante na conformação do mercado e na promoção do equilíbrio das relações de consumo. Em seguida, analisa-se o princípio da duração razoável do processo, seus fundamentos constitucionais, critérios de aferição e repercussões na atividade econômica, destacando que a eficiência jurisdicional constitui elemento relevante para a segurança jurídica, a confiança nas instituições e o desenvolvimento econômico. Nessa linha, o estudo dialoga com parâmetros internacionais de governança, com destaque para a Agenda 2030 das Nações Unidas, especialmente o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável nº 16, que preconiza a promoção de instituições eficazes, responsáveis e acessíveis. Tal diretriz evidencia que a eficiência do sistema de justiça não se limita à dimensão processual, mas constitui requisito essencial para a concretização de direitos fundamentais e para o adequado funcionamento da ordem econômica. Na sequência, são analisados os principais desafios jurídicos e estruturais relacionados à morosidade nas ações consumeristas, com ênfase na litigiosidade de massa, na atuação de litigantes habituais, nas dificuldades probatórias e, sobretudo, na ineficiência da fase executiva, identificada como o principal gargalo do sistema de justiça. Os dados empíricos evidenciam a existência de um paradoxo estrutural, segundo o qual o sistema apresenta maior capacidade de reconhecer o direito do que de efetivá-lo, revelando profunda assimetria entre as fases de conhecimento e de execução. Conclui-se que a morosidade processual compromete não apenas a efetividade dos direitos dos consumidores, mas também a própria ordem econômica, ao elevar custos de transação, ampliar riscos jurídicos e reduzir a previsibilidade das relações de mercado. Assim, a concretização do modelo constitucional de proteção ao consumidor exige o fortalecimento da eficiência institucional, mediante a adoção de mecanismos de racionalização da litigiosidade, uniformização jurisprudencial e aprimoramento da efetividade da fase executiva, em consonância com os parâmetros constitucionais e com as diretrizes internacionais de promoção de instituições eficazes.