"O Repositorio Institucional da ALFA EDUCAÇÃO tem como missão central armazenar, preservar e difundir o conhecimento científico e acadêmico em consonância com os princípios da Ciência Aberta. Este Repositório disponibiliza Livros, Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), Dissertações, Teses, Periódicos e Artigos Científicos."

 

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Energia solar fotovoltaica e a ordem constitucional econômica : políticas públicas para o desenvolvimento sustentável e redução das desigualdades no Estado de Goiás
(Centro Universitário Alves Faria, 2026) Faria, Nilzélia Rosa Lopes de; Cavalcanti, Rodrigo de Camargo
A presente dissertação investiga o papel da energia solar fotovoltaica como instrumento de pro-teção do meio ambiente e de redução das desigualdades sociais no Estado de Goiás, à luz da ordem constitucional econômica e da sustentabilidade. Parte-se do reconhecimento de que a Constituição Federal de 1988, em seus arts. 170 e 225, vincula o desenvolvimento econô-mico à justiça social e à defesa do meio ambiente, impondo ao Estado a promoção de políticas públicas voltadas ao uso sustentável dos recursos naturais. Adota-se metodologia qualitativa, de natureza exploratória e analítica, com base em revisão bibliográfica, documental e norma-tiva, bem como na análise de dados secundários oficiais e institucionais. A análise evidencia que Goiás apresenta condições climáticas e territoriais favoráveis à expansão da energia solar, com elevados índices de radiação, o que confere viabilidade técnica e econômica à geração fotovoltaica. Constatou-se que a energia solar gera benefícios ambientais, como a redução de emissões de gases de efeito estufa, bem como benefícios econômicos e sociais relevantes, tais como a geração de empregos, a descentralização da produção elétrica e a ampliação do acesso à energia. Identificaram-se, contudo, desafios técnicos, regulatórios e financeiros que limitam a universalização desse acesso. Conclui-se que a consolidação da energia solar em Goiás de-pende da articulação entre um marco regulatório estável, políticas públicas inclusivas, incenti-vos fiscais e instrumentos de financiamento acessíveis, de modo a assegurar não apenas a tran-sição da matriz energética, mas também a efetivação de direitos fundamentais e a promoção do desenvolvimento sustentável.
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Desenvolvimento e educação: uma análise da educação profissional tecnológica oferecida no Distrito Federal e sua relação com a agenda 2030.
(Centro Universitário Alves Faria, 2025) Lemes, Jesuino de J. Pereira; Godoi, Cintia Neves
Esta dissertação investiga a oferta da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) no Distrito Federal e sua contribuição para o alcance das metas da Agenda 2030, especialmente do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (ODS 4), que propõe assegurar uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade para todos. O estudo parte do pressuposto de que a EPT constitui vetor estratégico para o desenvolvimento humano, social e econômico, ao integrar políticas educacionais, empregabilidade e sustentabilidade. O objetivo geral é analisar em que medida as políticas públicas de EPT implementadas pela Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF), entre 2014 e 2024, se articulam com os princípios da Agenda 2030. Os objetivos específicos abrangem a caracterização do perfil educacional e socioeconômico da juventude brasiliense, a identificação de avanços e limitações da EPT e a avaliação da coerência entre as metas locais e os compromissos globais de equidade e sustentabilidade. Metodologicamente, o trabalho adota abordagem qualitativa e quantitativa, fundamentada em análise documental e estatística, com base em dados do IBGE e INEP e relatórios oficiais. Os resultados evidenciam que, embora a EPT tenha apresentado crescimento de 28,3% nas matrículas na última década, sua cobertura ainda é restrita, alcançando cerca de 5% da população jovem de 15 a 29 anos. Constatou-se retração acentuada na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e persistência de desigualdades estruturais, o que revela desafios de inclusão e permanência. Conclui-se que a consolidação da EPT como instrumento de desenvolvimento sustentável requer esforços diversos, como políticas de incentivo à educação de jovens, de incentivo à educação Profissional e Tecnológica, políticas intersetoriais, gestão participativa e alinhamento contínuo entre educação, trabalho e sustentabilidade, assegurando que a juventude ocupe papel protagonista na construção de um futuro mais justo e equitativo no Distrito Federal.
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Competências em leitura e escrita na inserção de pessoas surdas no mercado de trabalho : implicações para o desenvolvimento regional em Goiânia, Goiás, Brasil
(Centro Universitário Alves Faria, 2026) Castro, Elisângela Ferreira de; Jesus, Edna Maria de
Esta dissertação analisa as implicações da competência em leitura e escrita em língua portuguesa em articulação com a Libras e com a acessibilidade linguística, nos processos de acesso, permanência e participação profissional de sujeitos surdos, considerando seus desdobramentos para o desenvolvimento regional em Goiânia, Goiás. Organizada em formato de artigos, a pesquisa constroi um percurso analítico que parte dos fundamentos teóricos, legais e linguísticos da educação bilíngue e do português escrito como segunda língua; avança para a discussão das barreiras comunicacionais, institucionais e organizacionais que atravessam a participação da pessoa surda no ambiente laboral; e aprofunda a análise das práticas de acessibilidade, formação e inclusão necessárias à ampliação de sua presença produtiva. Metodologicamente, trata-se de uma investigação de abordagem qualitativa, de natureza bibliográfica e documental, fundamentada em produções acadêmicas, legislações e documentos oficiais relacionados à surdez, educação bilíngue, acessibilidade, inclusão laboral e desenvolvimento regional. A análise bibliográfica e documental indica que a competência em leitura e escrita em língua portuguesa, quando articulada à Libras e à acessibilidade linguística, favorece a compreensão de documentos institucionais, normas internas, processos seletivos, comunicações profissionais e rotinas organizacionais. Entretanto, a permanência da pessoa surda no trabalho não depende apenas do domínio do português escrito, mas também da existência de práticas acessíveis, mediação linguística, formação das equipes e políticas institucionais comprometidas com a equidade.
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Comportamento e perfil do consumidor de hortaliças em Rio Verde - Goiás
(Centro Universitário Alves Faria, 2026) Tambasco Júnior, Roberto Lauro; Bontempo, Paulo César
O presente estudo teve como objetivo investigar os fatores determinantes da intenção de compra de hortaliças hidropônicas no município de Rio Verde, Goiás. Para a consecução desta finalidade, estruturou-se um modelo conceitual fundamentado na Teoria da Ação Racional expandida, a qual incorporou os construtos de Preocupação Ambiental e Avaliação Ética aos fatores tradicionais de Atitude e Normas Subjetivas. A pesquisa possui abordagem quantitativa, de natureza descritiva, tendo os dados sido coletados por meio de um questionário estruturado em escala Likert de 5 pontos, aplicado a uma amostra de 286 consumidores locais. A análise estatística e a validação das hipóteses foram realizadas mediante a técnica de Modelagem de Equações Estruturais. Os resultados evidenciaram que a Avaliação Ética atua como o principal motor para a conversão do interesse em Intenção de Compra, sendo essa faceta fortemente alimentada pela Atitude prévia e pessoal do indivíduo. Por outro lado, as hipóteses que postulavam relações diretas da Preocupação Ambiental com o julgamento ético e a intenção de aquisição foram rejeitadas, demonstrando que um discurso ecológico abstrato não é suficiente, por si só, para mobilizar a compra no mercado analisado. Constatou-se ainda que as Normas Subjetivas funcionam como gatilho primário na construção da consciência ambiental do consumidor. Conclui-se que estratégias gerenciais e de marketing para hidroponia não devem se fixar apenas na bandeira de preservação da natureza, mas precisam ser tangibilizadas em valor ético, ressaltando os benefícios diretos à saúde (ausência de agrotóxicos) e o bem-estar familiar que o produto entrega
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Teletrabalho e tecnoestresse : os desafios enfrentados por servidores da justiça estadual de Goiás
(Centro Universitário Alves Faria, 2026) Neves, Ludemila Araújo; Camillis, Patrícia Kinast de
A implementação do teletrabalho, intensificada durante a pandemia de COVID-19, evidenciou vantagens e desafios, especialmente na administração pública. Este estudo analisa os elementos de tecnoestresse percebidos por servidores do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) e o problema de pesquisa propõe a seguinte indagação: como os servidores públicos em teletrabalho percebem os elementos de tecnoestresse e o reflexo na qualidade de vida no trabalho durante o regime de teletrabalho? A relevância da investigação reside no fato de que o tecnoestresse tem se revelado um fenômeno emergente nas novas formas de organização do trabalho, marcado por fatores como tecnosobrecarga, tecnoinsegurança, tecnoinvasão, tecnocomplexidade e tecnoincerteza, os quais impactam negativamente o bem estar dos servidores. O objetivo geral é analisar como os servidores públicos em teletrabalho do TJGO percebem os elementos de tecnoestresse e o reflexo na qualidade de vida no trabalho e o estudo busca contribuir com a formulação de políticas públicas de gestão de pessoas, orientadas à promoção do bem-estar e da qualidade de vida no trabalho (QVT), especialmente em ambientes digitais. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritiva, com dados coletados por meio de entrevistas semiestruturadas e analisados pela Análise Temática de Braun e Clarke (2006). Os resultados indicam que o teletrabalho é percebido de maneira ambivalente pelos servidores, pois, ao mesmo tempo em que favorece a autonomia, a flexibilidade e a conciliação entre a vida pessoal e profissional, também contribui para a intensificação das demandas mediadas pelas tecnologias digitais, ocasionando sobrecarga informacional e dificuldades de desconexão do trabalho. Tais fatores impactam a qualidade de vida ao provocar desgaste cognitivo e emocional, ainda que os servidores adotem estratégias individuais de enfrentamento, como organização do tempo, definição de prioridades e controle de notificações. Como contribuição prática, o estudo oferece subsídios para a gestão pública ao indicar a necessidade de fortalecimento de políticas institucionais voltadas à qualidade de vida no teletrabalho, incluindo melhorias na infraestrutura tecnológica, capacitação contínua, definição de limites de jornada e incentivo a práticas organizacionais que promovam equilíbrio entre produtividade e bem-estar, contribuindo, assim, para o aprimoramento da gestão do teletrabalho no setor público.