O teletrabalho no Brasil : impactos psicossociais e ambientais antes e após a pandemia de COVID-19
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Data
2026
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Centro Universitário Alves Faria
Resumo
Esta dissertação foi desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Desenvolvimento Regional, do Centro Universitário Alves Faria (UNIALFA), vinculada ao Mestrado Profissional em Desenvolvimento Regional (MDR), na Linha de Pesquisa em Políticas Públicas. Parte-se da compreensão de que o teletrabalho, intensificado no contexto da pandemia de COVID-19, constitui um fenômeno social complexo, cujos efeitos extrapolam a dimensão produtiva e incidem sobre as condições de vida, a organização dos territórios e o meio ambiente. O tema da pesquisa é o teletrabalho no Brasil, tendo como objeto de análise sua constituição histórica, sua regulação jurídico-institucional e seus impactos psicossociais e ambientais antes e após a pandemia de COVID-19. O problema de pesquisa consiste em compreender como o teletrabalho se configurou no Brasil nesse período e quais são seus principais impactos psicossociais e ambientais no contexto do desenvolvimento regional. O objetivo geral foi analisar o teletrabalho considerando sua constituição histórica, sua regulação jurídico-institucional e seus efeitos psicossociais e ambientais, à luz do desenvolvimento regional. Do ponto de vista metodológico, trata-se de uma pesquisa bibliográfica e documental, de abordagem qualitativa, analítica e descritiva. O levantamento bibliográfico foi realizado nas bases Portal de Periódicos da CAPES, Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES e Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD). As fontes analisadas incluem livros, artigos científicos, legislação trabalhista, relatórios institucionais e dados oficiais, com destaque para informações do IBGE, da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os procedimentos envolveram leitura sistemática, categorização por eixos analíticos e análise interpretativa dos materiais selecionados, considerando o recorte temporal anterior, durante e posterior à pandemia. A análise foi estruturada em três eixos principais: (i) a constituição histórica, econômica e jurídico-institucional do teletrabalho no Brasil; (ii) os impactos psicossociais, com ênfase na saúde mental, na intensificação da jornada e na sobreposição entre vida profissional e vida doméstica; e (iii) os impactos ambientais e territoriais, relacionados à mobilidade urbana, ao consumo energético e às desigualdades regionais de infraestrutura. A pesquisa também sistematiza as interseções entre as dimensões psicossociais e ambientais por meio de uma matriz analítica orientada aos princípios do desenvolvimento regional sustentável. Os resultados indicam que o teletrabalho, embora frequentemente associado a discursos de modernização e sustentabilidade, apresenta efeitos ambíguos e desigualmente distribuídos no território brasileiro, evidenciando a necessidade de políticas públicas e estratégias institucionais que considerem, de forma integrada, os limites humanos, ambientais e regionais do trabalho contemporâneo.
Descrição
Palavras-chave
Saude ocupacional, Regulação laboral, Pandemia, Trabalho remoto - Teletrabalho
Citação
MONTANDON, Patrícia de Oliveira. O teletrabalho no Brasil: impactos psicossociais e ambientais antes e após a pandemia de COVID-19. Goiânia (GO), 2026. 111 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Desenvolvimento Regional) - Centro Universitário Alves Faria, 2026.