Idadismo no serviço público goiano: um estudo sobre o poder judiciário de Goiás
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Data
2026
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Centro Universitário Alves Faria
Resumo
A presente dissertação examina o idadismo no contexto do serviço público, com foco no Poder Judiciário do Estado de Goiás, levando em conta os efeitos da discriminação etária na valorização profissional, na permanência no cargo e na saúde dos servidores mais experientes. A pesquisa inicia-se a partir do cenário de envelhecimento da população, do crescimento da expectativa de vida e da extensão do período de atividade laboral, fatores que tornam imprescindível o debate sobre a discriminação etária nas instituições públicas. Nesse cenário, investiga-se como o idadismo, frequentemente silencioso e naturalizado, influencia as relações laborais, as práticas de gestão de pessoas e o reconhecimento profissional no Judiciário goiano. Sob a perspectiva metodológica, a investigação é classificada como um estudo de caso, possuindo uma abordagem quantitativa e descritiva. A obtenção de dados ocorreu mediante a aplicação de questionários a servidores do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, contemplando diversas faixas etárias. A avaliação das informações foi realizada com auxílio dos programas Excel, SPSS, Minitab e R, e foi acrescida pela utilização da Escala de Ageísmo no Contexto Organizacional. Foram analisadas variáveis sociodemográficas e atitudinais, com ênfase nas dimensões do preconceito explícito e implícito. Os resultados apontam que, apesar da predominância de representações favoráveis associadas aos profissionais mais velhos, como respeito, experiência e comprometimento, continuam a existir manifestações de idadismo benevolente, além de estereótipos vinculados à fragilidade, dependência e restrições produtivas. Destacou-se, também, uma divergência entre as crenças pessoais dos entrevistados, em sua maioria favoráveis ao envelhecimento na carreira, e as percepções relacionadas ao imaginário social, que são caracterizadas por avaliações menos otimistas. Esse contraste evidencia que o preconceito em relação à idade, apesar de raramente ser manifestado de maneira explícita, permanece presente por intermédio de discursos paternalistas e ações simbólicas de exclusão. Chega-se à conclusão de que o idadismo no Poder Judiciário de Goiás se apresenta, em sua maior parte, de maneira sutil e implícita, demandando uma atenção institucional constante. A pesquisa ressalta a relevância de políticas organizacionais que incentivem o envelhecimento ativo, favoreçam a interação entre diferentes gerações e reconheçam a diversidade etária como um recurso estratégico. Essas iniciativas favorecem a criação de um ambiente laboral mais justo, inclusivo e compatível com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, em particular os ODS 8 (trabalho decente) e 10 (redução das desigualdades), estabelecidos na Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas.
Descrição
Palavras-chave
Idadismo - Etarismo, Serviço público - Admnistração pública, Diversidade geracional, Poder judiciário de Goiás
Citação
SILVA, Cláudia Jorge da. Idadismo no serviço público goiano: um estudo sobre o poder judiciário de Goiás. Goiânia (GO), 2026. 170 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Administração) - Centro Universitário Alves Faria, 2026.