Clima organizacional e desafios na implementação das UPJs no segundo grau do TJGO
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Data
2025
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Centro Universitário Alves Faria
Resumo
Os avanços no Poder Judiciário brasileiro têm promovido mudanças na gestão administrativa e no funcionamento processual dos tribunais. Este estudo analisou os desafios enfrentados na implementação das Unidades de Processamento Judicial (UPJs) no segundo grau do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), com foco na eficiência dos processos e no clima organizacional. Para suprir a lacuna de pesquisas sobre os impactos dessas transformações na rotina dos servidores da segunda instância, adotou-se uma abordagem mista, combinando métodos qualitativos e quantitativos. A coleta de dados foi realizada entre fevereiro e março de 2025, por meio de questionário aplicado aos servidores das UPJs Cível e Criminal, abrangendo sete dimensões: autonomia, interação e cooperação, participação, suporte da chefia, treinamento, resistência às mudanças e implementação das UPJs. Os resultados evidenciaram percepções distintas entre os grupos funcionais: servidores terceirizados apresentaram avaliações mais positivas, enquanto os efetivos foram mais críticos, especialmente nas dimensões autonomia, treinamento e resistência às mudanças. A dimensão “Interação e Cooperação” foi a mais bem avaliada, destacando-se a relação positiva entre equipes e gestores. Houve percepção relevante de melhoria na eficiência processual após a implantação das UPJs, embora a “Resistência às Mudanças” tenha apresentado a menor média. Assim, no conjunto das sete dimensões avaliadas, “Interação e Cooperação” obteve a maior média, enquanto “Resistência às Mudanças” apresentou a menor média. A análise qualitativa reforçou essas tendências, apontando sentimentos de sobrecarga, esgotamento, falhas na comunicação interna e ausência de padronização dos procedimentos. As sugestões dos servidores indicam a necessidade de aprimoramento da infraestrutura, ampliação do quadro funcional, capacitações periódicas e maior participação nas decisões administrativas. Conclui-se que, embora o modelo das UPJs busque modernizar e tornar mais eficiente o trabalho judiciário, sua consolidação no segundo grau depende de uma abordagem integrada, articulando inovação, valorização dos servidores e gestão participativa. Os desafios vão além dos aspectos técnicos, envolvendo fatores subjetivos e relacionais que impactam a motivação, o desempenho e o clima organizacional. A superação desses obstáculos requer políticas de gestão que aliem eficiência processual e humanização, promovendo ambientes de trabalho saudáveis e sustentáveis no Judiciário.
Descrição
Palavras-chave
Gestão judicial, Clima organizacional, Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), Unidades de processamento judicial
Citação
GUIMARÃES, Wanda Wilk. Clima organizacional e desafios na implementação das UPJs no segundo grau do TJGO. Goiânia (GO), 2025. 94 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Administração) - Centro Universitário Alves Faria, 2025.