Inteligência emocional como ferramenta de apoio de uma liderança estratégica

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Data

2026

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Centro Universitário Alves Faria

Resumo

A inteligência emocional tem se consolidado como um recurso estratégico indispensável para o desenvolvimento da liderança nas organizações contemporâneas, assumindo um papel de extrema criticidade no ambiente complexo da administração pública judicial. Este estudo investiga de que maneira as competências socioemocionais influenciam e sustentam o exercício da liderança estratégica no âmbito do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), equilibrando a racionalidade burocrática e a sensibilidade humana na gestão de equipes. O objetivo geral consiste em analisar a inteligência emocional como ferramenta de apoio à liderança estratégica no exercício da gestão no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), destacando suas implicações para a sustentabilidade do desempenho organizacional e para a mitigação do adoecimento psicossocial dos gestores. A fundamentação teórica ancorase nos modelos basilares de inteligência emocional desenvolvidos por Mayer e Salovey, Goleman e Bar-On, articulados às perspectivas de liderança situacional e transformacional, bem como às singularidades sociológicas que estruturam o Poder Judiciário brasileiro. Metodologicamente, a pesquisa caracteriza-se como um estudo de caso de abordagem qualitativa, exploratório-descritiva, alicerçado em revisão bibliográfica sistemática e pesquisa empírica de campo. Os dados primários foram coletados por meio de roteiro semiestruturado aplicado a dez gestores do TJGO, operantes em diferentes comarcas, instâncias e áreas de atuação, e exaustivamente examinados sob a lente da Análise de Conteúdo estruturada por Bardin. Os resultados evidenciam a emergência de um constructo empírico e analítico original, denominado nesta pesquisa como "função amortecedora da liderança emocional". Por meio dela, constatou-se que o gestor emocionalmente inteligente atua como um escudo profilático: ele absorve a ansiedade estrutural, filtra as rigorosas cobranças decorrentes das metas quantitativas de produtividade do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ressignifica imperativos burocráticos em propósitos de impacto social tangível. O estudo identificou a "pausa" reflexiva como estratégia universal de autorregulação no tribunal e delineou a coexistência de perfis gerenciais variados, oscilando entre a liderança com inteligência emocional reflexiva e a liderança de base implícita. Conclui-se que a institucionalização e o desenvolvimento da inteligência emocional no Poder Judiciário transcendem o mero aperfeiçoamento interpessoal, configurando-se como um autêntico imperativo de saúde ocupacional. Em ambientes marcados pelo paradoxo da eficiência quantitativa versus limites humanos, a liderança emocionalmente qualificada firma-se como a condição fundamental para a blindagem das equipes contra o esgotamento (burnout) e para a preservação de um serviço jurisdicional sustentável e humanizado.

Descrição

Palavras-chave

Inteligência emocional, Liderança estratégica, Saúde ocupacional, Ambiente organizacional

Citação

BARROS, Reijane de Freitas. Inteligência emocional como ferramenta de apoio de uma liderança estratégica. Goiânia (GO), 2026. 87 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Administração) - Centro Universitário Alves Faria, 2026.