Navegando por Autor "Barros, Reijane de Freitas"
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Item Inteligência emocional como ferramenta de apoio de uma liderança estratégica(Centro Universitário Alves Faria, 2026) Barros, Reijane de Freitas; Codá, Renato CalhauA inteligência emocional tem se consolidado como um recurso estratégico indispensável para o desenvolvimento da liderança nas organizações contemporâneas, assumindo um papel de extrema criticidade no ambiente complexo da administração pública judicial. Este estudo investiga de que maneira as competências socioemocionais influenciam e sustentam o exercício da liderança estratégica no âmbito do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), equilibrando a racionalidade burocrática e a sensibilidade humana na gestão de equipes. O objetivo geral consiste em analisar a inteligência emocional como ferramenta de apoio à liderança estratégica no exercício da gestão no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), destacando suas implicações para a sustentabilidade do desempenho organizacional e para a mitigação do adoecimento psicossocial dos gestores. A fundamentação teórica ancorase nos modelos basilares de inteligência emocional desenvolvidos por Mayer e Salovey, Goleman e Bar-On, articulados às perspectivas de liderança situacional e transformacional, bem como às singularidades sociológicas que estruturam o Poder Judiciário brasileiro. Metodologicamente, a pesquisa caracteriza-se como um estudo de caso de abordagem qualitativa, exploratório-descritiva, alicerçado em revisão bibliográfica sistemática e pesquisa empírica de campo. Os dados primários foram coletados por meio de roteiro semiestruturado aplicado a dez gestores do TJGO, operantes em diferentes comarcas, instâncias e áreas de atuação, e exaustivamente examinados sob a lente da Análise de Conteúdo estruturada por Bardin. Os resultados evidenciam a emergência de um constructo empírico e analítico original, denominado nesta pesquisa como "função amortecedora da liderança emocional". Por meio dela, constatou-se que o gestor emocionalmente inteligente atua como um escudo profilático: ele absorve a ansiedade estrutural, filtra as rigorosas cobranças decorrentes das metas quantitativas de produtividade do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ressignifica imperativos burocráticos em propósitos de impacto social tangível. O estudo identificou a "pausa" reflexiva como estratégia universal de autorregulação no tribunal e delineou a coexistência de perfis gerenciais variados, oscilando entre a liderança com inteligência emocional reflexiva e a liderança de base implícita. Conclui-se que a institucionalização e o desenvolvimento da inteligência emocional no Poder Judiciário transcendem o mero aperfeiçoamento interpessoal, configurando-se como um autêntico imperativo de saúde ocupacional. Em ambientes marcados pelo paradoxo da eficiência quantitativa versus limites humanos, a liderança emocionalmente qualificada firma-se como a condição fundamental para a blindagem das equipes contra o esgotamento (burnout) e para a preservação de um serviço jurisdicional sustentável e humanizado.